Grandes eventos esportivos costumam antecipar movimentos que, pouco depois, chegam ao mercado corporativo. Nesse contexto, a Copa do Mundo 2026 se apresenta como um importante campo de observação para entender quais soluções de tecnologia, hospitalidade e experiência devem ganhar espaço no setor de eventos em 2027.
Para CMOs e diretores de marketing, acompanhar essas transformações significa olhar além do entretenimento. Afinal, a escala da competição permite observar como marcas e organizações integram dados, tecnologia e operação para criar experiências mais personalizadas.
É justamente essa análise que Milena Sakamoto, CEO da Eventesse, agência de Live Marketing, realiza em solo norte-americano, acompanhando a experiência do evento em tempo real. O objetivo consiste em identificar soluções que podem chegar aos eventos corporativos e às convenções de vendas no Brasil.
1. A experiência sem atrito ganha protagonismo
Uma das principais tendências observadas é a chamada frictionless experience, ou experiência sem atrito.
Em eventos de grande escala, cada etapa da jornada precisa funcionar de maneira integrada. Acesso, deslocamento, comunicação, atendimento e orientação fazem parte da experiência tanto quanto o conteúdo principal.
Além disso, o desafio não consiste apenas em receber milhares de pessoas. As organizações também precisam manter uma percepção de organização e atenção individual mesmo diante de grandes públicos.
2. A jornada do participante se transforma em um ecossistema digital
A experiência começa muito antes da entrada no evento. Aplicativos, comunicação personalizada, geolocalização e ferramentas digitais ampliam os pontos de contato entre marcas e participantes.
No mercado corporativo, essa tendência sinaliza uma mudança importante. Os eventos deixam de funcionar como ações isoladas e passam a integrar uma jornada mais ampla de relacionamento.
Dessa forma, o pré-evento, a experiência presencial e o pós-evento precisam trabalhar juntos. Assim, cada contato contribui para construir uma relação mais consistente com o público.
3. A IA amplia a personalização da hospitalidade
Outro movimento relevante envolve o uso da Inteligência Artificial para oferecer experiências personalizadas em grande escala.
Segundo Milena Sakamoto, a tecnologia não precisa substituir o contato humano. Pelo contrário, ela pode tornar essa interação mais precisa. Ao reunir e interpretar informações sobre os participantes, a IA ajuda as equipes a antecipar necessidades e personalizar o atendimento.
Além disso, essa combinação entre tecnologia e hospitalidade tende a ganhar espaço nos eventos corporativos. A ferramenta passa, portanto, a apoiar a equipe na construção de experiências mais relevantes.
4. A gestão de crise precisa acontecer de forma quase invisível
Em grandes eventos, imprevistos fazem parte da operação. No entanto, o diferencial está na velocidade com que as equipes identificam e resolvem cada situação.
Redirecionar filas, ajustar acessos e gerenciar fluxos de pessoas são exemplos de ações que a equipe pode executar antes que um problema afete o participante.
Por isso, a resolução silenciosa se torna um importante indicador de excelência operacional. O público percebe uma experiência organizada, enquanto as equipes trabalham nos bastidores para manter tudo funcionando.
O que essas tendências significam para 2027?
Para Milena Sakamoto, o próximo salto do Live Marketing não consiste apenas em digitalizar etapas da experiência. O mercado precisa usar dados e tecnologia para compreender melhor as pessoas e fortalecer o sentimento de pertencimento.
Nesse sentido, os grandes eventos esportivos deixam uma lição importante: escala e personalização não precisam caminhar em direções opostas.
Além disso, a tecnologia ganha valor quando ajuda as marcas a entender melhor seus públicos e a criar interações mais relevantes.
Por fim, em 2027, empresas que enxergarem seus eventos como plataformas estratégicas de relacionamento estarão mais preparadas para criar experiências relevantes, mensuráveis e conectadas aos objetivos de negócio.
Fonte: Portal Radar | Eventesse analisa as tendências de Live Marketing que vão ditar o ano de 2027. Leia a matéria original